PDV e Fiscal.

16 artigos · NF-e, NFC-e, certificado, SEFAZ, contingência

1. Certificado digital A1/A3

Para emitir NF-e ou NFC-e você precisa de certificado digital do CNPJ. Opções:

  • A1 (arquivo .pfx): validade 1 ano, perfeito para PDV (independe de hardware);
  • A3 (token/cartão): validade 3 anos, exige hardware físico no PDV.

Recomendação: A1. Upload em PDV → Configurações fiscais → Certificado. O sistema valida cadeia ICP-Brasil, mostra validade e alerta <30 dias do vencimento.

Guarde o .pfx fora do PDV (em cofre digital ou pendrive criptografado) para recuperação rápida em caso de formatação.

2. CSC e configuração SEFAZ

CSC (Código de Segurança do Contribuinte) — emitido pela SEFAZ do seu estado, obrigatório pra gerar QR-code da NFC-e. São dois: homologação e produção. Cadastre ambos e alterne conforme o ambiente.

Configure também alíquotas padrão de ICMS/PIS/COFINS por CFOP usado (5102, 5405, 6102, 6108). Produtos com regra tributária específica (ST, isenção, substituição) guardam CST/CSOSN próprio que sobrescreve a regra padrão.

3. Operação diária do PDV

Fluxo típico:

  1. Abertura de caixa: operador informa troco inicial. Sistema registra identificação e horário.
  2. Venda: leitor de código ou busca por SKU/descrição. Múltiplas formas de pagamento (dinheiro, PIX, débito, crédito).
  3. Impressão de NFC-e: DANFE em impressora térmica (58mm ou 80mm). Cliente pode escanear QR-code.
  4. Sangria: retirada de dinheiro do caixa durante o turno (proteção anti-roubo).
  5. Fechamento: operador declara valores por meio de pagamento. Sistema cruza com vendas e destaca divergências.

4. NFC-e — cupom fiscal eletrônico

Modelo 65, substitui o cupom fiscal de ECF/SAT. Emitida automaticamente ao finalizar venda. Se SEFAZ autorizar, DANFE imprime no ato. Se rejeitar, erro aparece na tela do operador com sugestão de correção.

Detalhes completos em guia passo a passo no blog.

5. NF-e — venda B2B

Modelo 55, usada para vendas entre empresas (atacado, indústria, distribuidor). Fluxo:

  1. Pedido de venda entra no sistema (via CRM/Faturamento/manual);
  2. Financeiro valida limite de crédito do cliente;
  3. Estoque reserva os itens;
  4. NF-e é emitida e transmitida à SEFAZ;
  5. Autorização recebe protocolo; XML + DANFE enviados por e-mail ao cliente;
  6. Entrega registrada; contas a receber abertas.

6. Contingência offline

Quando a SEFAZ está fora do ar, o PDV continua vendendo. Modos:

  • EPEC (Evento Prévio de Emissão em Contingência): NF-e com chave/protocolo gerado localmente, transmitida em lote quando SEFAZ voltar;
  • SVC-RS/SVC-AN: SEFAZ Virtual de Contingência — varia por estado.

Badge amarelo "🟠 Contingência" aparece no PDV. Lei exige transmissão em até 24h após volta do serviço — o sistema faz automaticamente.

7. Cancelamento e inutilização

  • Cancelamento de NFC-e: até 24h após autorização, com justificativa >=15 caracteres. Gera evento vinculado.
  • Cancelamento de NF-e: até 24h após autorização. Se passou, é necessário emitir NF-e de devolução.
  • Inutilização de numeração: se SEFAZ rejeita transmissão e você precisa "pular" um número da série, solicitação formal pela SEFAZ direto do painel.

Suporte específico de PDV/Fiscal →